O movimento visceral de tripas que se enlaçam vorazes em busca de um lote de qualquer coisa é assustador.
Não há palavra para o que víscera deseja, porque palavra é coisa outra de outra parte do quem somos.
Visceral e fantástico movimento que só à dança pode pertencer. O rito, o mito, o desejo ensandecido acha passagem no sem sentido.
Vivo a loucura do que é anterior a mim. Vivo a indecência do meu prazer pagando culpas em parcelas.
Tripas, vísceras, vergonha, culpa e dívidas. Reencontrei a vida no sem sentido, onde não carece de qualquer palavra.
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