Todos nós sabemos, eu espero, que essa liberdade feminia que observamos hoje no ocidente nem sempre existiu e em alguns lugares do mundo ainda não existe. Isso é coisa recente; diria que aconteceu há algumas poucas horas atrás, se observarmos por um panorama que englobe toda a nossa história humana.
A verdade comprovada é que as consideradas bruxas medievais na verdade eram mulheres solteironas que viviam em casebres afastados do centro dos feudos, nas matas e que as mesmas por tradição dominavam alguns conhecimentos sobre ervas medicinais, e eram adeptas de alguns rituais religiosos pagãos, que eram inclusive normais na época. Com a crise do século XIV em que ocorreram mudanças climáticas significativas que levaram à péssimas colheitas e consequentemente à fome generalizada (com relatos de canibalismo, inclusive) e com as pestes ( doenças epidêmicas que surgiram com a urbanização) como a Peste Bubônica que matou um quarto da população européia, a Santa Igreja Católica passou a ser questionada e a resposta desta foi que estavam sendo castigados por Deus devido aos infiéis que ali estavam e estes precisavam ser eliminados, do contrário o castigo persistiria. Na busca por um culpado, por um bode expiatório, as solteironas desvinculadas das cidades e dos feudos foram a solução ideal. Acusadas de praticarem a bruxaria, que na teoria havia despertado a ira de Deus, essas mulheres passaram a ser perseguidas por toda a população e ao serem capturadas pela Santa Inquisição eram torturadas até confessarem a "verdade". E claro, com meu corpo sendo desmembrado lentamente até eu diria que dancei nu em pleno bosque com o satã. Essa perseguição durou centenas de anos, e milhares de mulheres inocentes morreram. Um tremendo absurdo que a Santa Igreja Católica não gosta muito de comentar.
Enfim, a mulher começa a reclamar seus direitos na sociedade somente nos séculos 19 e 20 reivindicando direitos de voto, de contrato, de propriedade, de salários justos, direito à sua autonomia e à integridade de seu corpo pelos direitos ao aborto e pelos direitos reprodutivos incluindo a contracepção. Após muita luta, a mulher finalmente conquista uma posição mais igualitária na sociedade. Finalmente torna-se cidadã! Passa a trabalhar e aos poucos começa a conquistar espaço no mercado de trabalho efetivamente.
As filhas e netas das feministas de outrora que conquistaram boa parte dos direitos das mulheres, hoje estão um tanto confusas, sem saber ao certo como agir agora. Algumas optam por conquistar seu espaço na sociedade, ingressam no mercado de trabalho e buscam o sucesso profissional. As mulheres hoje quando decidem ser "homens" na sociedade, acabam sendo mais macho que muito homem, elas compartilham dessa ambição que parece generalizada, que é ascender profissionalmente, casar-se, constituir família e ser amada. Porém nem sempre têm êxito nessa tarefa, pois a imagem da mulher "homem" é um incômodo para os homens que ainda carregam em seu DNA as ideologias machistas que não os permite serem igualados ou inferiorizados perante a figura feminina (claro, estou tratando o assunto numa forma generalizada, mas reconheço excessões.) e reforço com uma afirmação de Nietzsche "É ternura discreta e fleumática que seduz mais facilmente os homens".
Na Idade Média ocidental, essa desigualdade se tornaria ainda mais explícita. As mulheres não eram consideradas cidadãs e seus direitos eram quase inexistentes. Elas foram educadas numa ignorância absurda nas questões do sexo e amor; incrustaram-lhes na cabeça um pudor profundo e temor diante de assuntos sexuais. Depois de aprenderem a considerar o sexo como o "mal" elas são lançadas ao matrimonio e lhe ensinam que devem amar, venerar, respeitar e acatar seu iniciador, seu marido. Uma grande contradição de valores, onde sua honra é posta em jogo.
"O gênero masculino é a vontade, e o da mulher, a submissão" - essa foi uma triste lei dos sexos que vigorou por muito tempo, mas que hoje em dia é inadmissível mas ainda praticada por alguns. Mas isso não foi o pior crime cometido contra a mulher no período medieval. Como não citar a Santa Inquisição e a Caça às Bruxas?
Muitas pessoas não entendem de onde surgiu essa perseguição e nem o porquê dela. Na verdade muitos acreditam até hoje, em pleno século XXI na era da informação, que bruxas existiram de verdade e que foram elas as responsáveis por inúmeras desgraças que ocorream naquela época.
A verdade comprovada é que as consideradas bruxas medievais na verdade eram mulheres solteironas que viviam em casebres afastados do centro dos feudos, nas matas e que as mesmas por tradição dominavam alguns conhecimentos sobre ervas medicinais, e eram adeptas de alguns rituais religiosos pagãos, que eram inclusive normais na época. Com a crise do século XIV em que ocorreram mudanças climáticas significativas que levaram à péssimas colheitas e consequentemente à fome generalizada (com relatos de canibalismo, inclusive) e com as pestes ( doenças epidêmicas que surgiram com a urbanização) como a Peste Bubônica que matou um quarto da população européia, a Santa Igreja Católica passou a ser questionada e a resposta desta foi que estavam sendo castigados por Deus devido aos infiéis que ali estavam e estes precisavam ser eliminados, do contrário o castigo persistiria. Na busca por um culpado, por um bode expiatório, as solteironas desvinculadas das cidades e dos feudos foram a solução ideal. Acusadas de praticarem a bruxaria, que na teoria havia despertado a ira de Deus, essas mulheres passaram a ser perseguidas por toda a população e ao serem capturadas pela Santa Inquisição eram torturadas até confessarem a "verdade". E claro, com meu corpo sendo desmembrado lentamente até eu diria que dancei nu em pleno bosque com o satã. Essa perseguição durou centenas de anos, e milhares de mulheres inocentes morreram. Um tremendo absurdo que a Santa Igreja Católica não gosta muito de comentar.
Enfim, a mulher começa a reclamar seus direitos na sociedade somente nos séculos 19 e 20 reivindicando direitos de voto, de contrato, de propriedade, de salários justos, direito à sua autonomia e à integridade de seu corpo pelos direitos ao aborto e pelos direitos reprodutivos incluindo a contracepção. Após muita luta, a mulher finalmente conquista uma posição mais igualitária na sociedade. Finalmente torna-se cidadã! Passa a trabalhar e aos poucos começa a conquistar espaço no mercado de trabalho efetivamente.
As filhas e netas das feministas de outrora que conquistaram boa parte dos direitos das mulheres, hoje estão um tanto confusas, sem saber ao certo como agir agora. Algumas optam por conquistar seu espaço na sociedade, ingressam no mercado de trabalho e buscam o sucesso profissional. As mulheres hoje quando decidem ser "homens" na sociedade, acabam sendo mais macho que muito homem, elas compartilham dessa ambição que parece generalizada, que é ascender profissionalmente, casar-se, constituir família e ser amada. Porém nem sempre têm êxito nessa tarefa, pois a imagem da mulher "homem" é um incômodo para os homens que ainda carregam em seu DNA as ideologias machistas que não os permite serem igualados ou inferiorizados perante a figura feminina (claro, estou tratando o assunto numa forma generalizada, mas reconheço excessões.) e reforço com uma afirmação de Nietzsche "É ternura discreta e fleumática que seduz mais facilmente os homens". Outras não têm muita preocupação com o sucesso profissional e tornam-se escravas dos padrões de moda e de corpo ideal da atualidade para tornarem-se desejadas e conquistarem um bom casamento, com um marido que lhe assegure pelo resto da vida, assim como faziam as mulheres ao longo da história, mas até então essa era a única alternativa, diferentemente dos dias atuais.
É nessa confusão moderna, cheia de incertezas e inseguranças, que acredito se encontrar boa parte das mulheres da nossa cultura ocidental.
É assim que vejo a mulher ao longo da história, como vítima; o que é até hoje, mudaram apenas os acusados.



