domingo, 23 de agosto de 2015

Gases.

O barulho mental, gases. O estômago suspenso, a respiração entrecortada - assim passei o dia. 
Ouço o barulho das velhas caixas de recordações se rebentando nas profundezas. O oceano de memórias, de desejos, de loucuras cegas a ferver meu espírito, mas não os sei. Não posso sabê-los.
Monstros se agitam e me falta a respiração, me dão gases e constipação. Estou doente outra vez. 
Doente de barulho mental, gases, soluços. 
Se posso predizer, vejo dias agonizantes e ignorantes dos arredores. Vejo busca cega por distrações, o desespero de não querer saber. Desistências, sentenças, consequencias difíceis que terei de lidar na brevidade. 
Será que dessa vez saberei parar e sentir? Saberei sentar e deixar? Saberei deixar-me saber? 
Saberei calar o meu barulho? 

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